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Renovação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Leste será discutida em Itabuna/BA 08/04/2009

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O processo eleitoral para a renovação dos membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Leste (CBH Leste) será discutido na plenária do comitê no próximo dia 14 de abril, no auditório da UNIME localizado na Avenida J. S. Pinheiro, Campus I, Bairro Lomanto, em  Itabuna, Sul do Estado.

Um dos objetivos do encontro é formar a comissão eleitoral. A comissão juntamente com o Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), que exerce a secretaria executiva dos Comitês de Bacia Hidrográfica da Bahia, ficará encarregada de cumprir diversas fases estabelecidas pela Resolução 25, do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh), para que ocorra a renovação dos representantes da sociedade civil, usuários e poder público municipal no CBH do Leste.
Algumas dessas fases são o estabelecimento de regras eleitorais, publicação dos editais de convocação, mobilização e realização de encontros regionais. Os encontros regionais têm o objetivo de disseminar informações sobre o que é um Comitê de Bacia Hidrográfica, como funciona, como as pessoas devem participar e porque é  importante o envolvimento de todos os atores sociais interessados nos múltiplos usos da água na bacia. 
Para Milene Maia, coordenadora de Gestão Participativa do INGÁ, esse é um momento estratégico para consolidar, cada vez mais no Estado, a gestão participativa das águas. “A renovação de um comitê possibilita que a sociedade civil, usuários e os poderes públicos municipais se envolvam no processo eleitoral e nas decisões das representações que irão compor o comitê. Assumem assim, a responsabilidade da gestão dos recursos hídricos na bacia juntamente com o Estado”, afirma.
A fiscalização das águas será outro tema abordado na plenária extraordinária que contará com a participação da Embasa e do Ministério Público.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Nos dias 15 e 16 de abril, o CBH do Leste continuará reunido na UNIME, das 8h às 18h, para participar do Seminário de Consulta Pública da minuta do Projeto de Lei da Política de Educação Ambiental do Estado da Bahia, promovido pela  Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA).

Fonte: site do INGÁ

Plano quer restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica 08/04/2009

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Organizações ambientalistas lançaram nesta terça-feira (7) um projeto que pretende restaurar 15 milhões de hectares da Mata Atlântica até 2050, equivalentes a cerca de 10% da floresta original e ao dobro da área atualmente conservada.
O chamado Pacto pela Restauração da Mata Atlântica tem o objetivo de integrar iniciativas já existentes e ampliar o alcance de projetos para "reverter o processo de degradação e começar um amplo programa de recuperação dessa floresta", diz o coordenador geral do conselho de coordenação do projeto, Miguel Calmon, que também é diretor do programa de conservação para a Mata Atlântica da The Nature Conservancy.
Calcula-se que apenas 7,26% da área original da Mata Atlântica (de 1,36 milhão de quilômetros quadrados) ainda estejam conservados. Outros 13%, segundo os idealizadores do pacto, são fragmentos em diferentes estágios de conservação, que necessitam de ações de proteção.
Com os 15 milhões de hectares que o projeto pretende restaurar (área equivalente a três vezes o território do Estado do Rio de Janeiro), o objetivo é chegar à meta de 30% do bioma da Mata Atlântica recuperados.
Um mapeamento realizado desde 2007 por especialistas das principais organizações que atuam na Mata Atlântica identificou 17,45 milhões de hectares com potencial para restauração.
Incentivos – Até esta terça-feira, o plano já tinha a adesão de 53 organizações ambientalistas, empresas, governos e instituições de pesquisa. Os coordenadores do projeto esperam novas adesões, inclusive de organizações de indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.
Segundo Calmon, o valor médio para recuperar um hectare da Mata Atlântica é de US$ 1 mil, o que levaria a um cálculo de aproximadamente US$ 15 bilhões para recuperar 15 milhões de hectares.
Calmon afirma que um dos objetivos é aliar a conservação da biodiversidade à geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração.
Proprietários rurais, por exemplo, poderiam se beneficiar com a adequação legal de suas terras e eventuais ganhos financeiros por sequestro de carbono e outros serviços ambientais.
Áreas de pastagens com baixa produtividade poderiam ser transformadas em florestas manejadas com alto rendimento econômico, segundo os coordenadores do projeto.
Também está prevista a disseminação de informações técnicas, além do monitoramento das ações.
"Vamos definir e monitorar uma meta anual também", diz Calmon. Os idealizadores do projeto afirmam, porém, que para ser consistente a restauração é um processo longo, que envolve décadas.
A Mata Atlântica abriga 60% das espécies ameaçadas de extinção no Brasil. Atualmente, vivem na Mata Atlântica 122 milhões de pessoas.

(Fonte: Estadão Online)